Minas Gerais tem uma particularidade que obriga qualquer análise presidencial a olhar com atenção para o estado: de 1989 a 2022, o candidato que venceu a eleição presidencial também foi o mais votado pelos mineiros na rodada decisiva. Foi assim com Collor, Fernando Henrique, Lula, Dilma e Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro perde para Lula

Nesta terça-feira (8), a Quaest registrou uma virada numérica significativa: Flávio Bolsonaro passou de 35% em julho para 40%, enquanto Lula oscilou de 38% para 37%. Com margem de erro de três pontos para mais ou para menos, os dois continuam tecnicamente empatados.

Impacto político

A inversão é numérica, mas o sinal político é relevante: o estado que acompanhou todos os vencedores desde a redemocratização chega à reta final da campanha sem uma vantagem definida para o presidente e com o adversário numericamente à frente.