A Micron, fabricante de chips de memória localizada em Boise, Idaho, tem conquistado a atenção de Wall Street, que vê a empresa como uma potencial nova Nvidia. O futuro dessa relação dependerá da duração da atual escassez de chips de memória, impulsionada pela demanda gerada pela inteligência artificial (IA).
A empresa afirma ter se preparado para enfrentar flutuações no mercado, o que lhe permitiria lidar com uma eventual queda na demanda ou um excesso de oferta. Na última quinta-feira, a Micron chegou a superar a valorização de mercado da Meta e da Tesla, embora tenha recuado ligeiramente na sexta-feira, com sua capitalização de mercado fechando em cerca de US$ 1,27 trilhões, enquanto a Meta estava em US$ 1,39 trilhões e a Tesla em US$ 1,42 trilhões.
Nos últimos 30 dias, as ações da Micron subiram mais de 236%, alcançando o valor de US$ 1.132 por ação. Anteriormente, a empresa permaneceu por anos com preços abaixo de US$ 100.
A demanda crescente por memória é impulsionada pela construção de data centers voltados para IA, resultando em uma escassez de chips de memória, tanto DRAM quanto NAND. Empresas como Nvidia, Microsoft e Google estão comprando grandes quantidades desses componentes, forçando outras companhias a também acumularem estoques.
Esse cenário, identificado como "RAMageddon", deve persistir até 2027, afetando o preço de eletrônicos de consumo, como produtos da Apple e consoles Xbox. Recentemente, a Micron anunciou um crescimento significativo em seus resultados do terceiro trimestre, com uma receita de US$ 41,45 bilhões e lucros aumentando para US$ 28,2 bilhões, além de uma projeção otimista para o quarto trimestre.
Em um panorama onde investidores buscam empresas ligadas à IA que possam ter um desempenho semelhante ao da Nvidia, a Micron se destacou. A empresa firmou acordos de fornecimento a longo prazo com 16 clientes estratégicos, o que, segundo analistas, pode transformar seu modelo de negócios e sustentar um crescimento duradouro.
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