Matt Damon, conhecido por papéis como o agente Jason Bourne e um astronauta em Marte, destacou que seu personagem como Odisseu no filme “A Odisseia” representa o maior desafio de sua trajetória no cinema. A adaptação, dirigida por Christopher Nolan, está programada para estrear nos cinemas em 17 de julho.

Produção e Efeitos Visuais

O longa-metragem, que tem quase três horas de duração, é a primeira produção filmada inteiramente com câmeras IMAX. Nolan optou por utilizar efeitos práticos e uma escala realista, evitando a dependência excessiva de tecnologia digital. “É assim que um filme teria sido feito há 80 anos”, comentou Damon, ressaltando a autenticidade das filmagens. “Se você vê mil pessoas, então há mil pessoas ali. Os navios são navios de verdade ao fundo.”

Filmagens em Condições Extremas

A produção de “A Odisseia” se desenrolou em seis países, incluindo Marrocos, Grécia e Islândia. Damon e o elenco enfrentaram condições climáticas adversas, como ventos fortes e chuvas torrenciais, enquanto filmavam em alto mar. “Foi, sem dúvida, o filme mais difícil, o mais desafiador, que já fiz”, afirmou o ator.

O poema épico, que remonta aos séculos 7 ou 8 a.C., narra a jornada de Odisseu em busca de retornar para casa após a Guerra de Troia. Durante sua travessia, ele se depara com bruxas, monstros e deuses, antes de finalmente reencontrar sua esposa, Penélope (interpretada por Anne Hathaway), e seu filho, Telêmaco (Tom Holland).

Holland destacou a relevância das lições contidas na obra, mencionando temas como amor, lealdade e as consequências das ações. “Acho que é superatual”, declarou o ator.

O custo da produção de “A Odisseia” foi de US$ 250 milhões. Os ingressos começaram a ser vendidos há um ano, especialmente para cinemas IMAX selecionados. Analistas de bilheteira preveem que o filme pode arrecadar entre US$ 80 milhões e US$ 100 milhões em seu fim de semana de estreia nos Estados Unidos e no Canadá.

A atriz Zendaya, que interpreta a deusa Atena, expressou sua admiração pela versão de Nolan da história clássica. “É uma experiência emocional tão visceral que você sente, de verdade, que está nessa odisseia com Odisseu o tempo todo”, afirmou. “Você está com ele do começo ao fim. É implacável.”

*Reportagem de Rollo Ross, da Reuters em Nova York. Publicada por Laura Toyama, da CNN Brasil em São Paulo.