Maria Rita no palco da casa Vivo Rio, na estreia carioca do show 'Redescobrir vol. 2' na noite de ontem, sábado, 10 de outubro Ricardo Nunes / Divulgação Vivo Rio ♫ CRÍTICA DE SHOW Título: “Redescobrir vol. 2” Artista: Maria Rita Data e local: 10 de outubro de 2026 no Vivo Rio (Rio de Janeiro, RJ) Cotação: ★ ★ ★ ★ ★ ♬ O show “Redescobrir vol.

2” devolve a Maria Rita um gigantismo que a grande cantora havia perdido. Por questões mercadológicas ou pessoais, decorrentes de momentos qualificados pela artista como “desafiadores”, Maria Rita nos últimos anos fez alguns discos e shows abaixo do potencial vocal e da estatura adquirida instantaneamente como intérprete ao lançar o primeiro álbum em 2003. Sequência do tributo prestado a Elis Regina (1945 – 1982) em 2012, com show eternizado em álbum duplo ao vivo e DVD, “Redescobrir vol.

2” põe Maria Rita novamente no colo da mãe, como a própria cantora ressaltou no discurso feito no palco da casa Vivo Rio após cantar “Como nossos pais” (Belchior, 1976) de forma arrebatadora, escancarando a atualidade da música e os perigos na esquina. E o curioso é que, no colo da mãe, Maria Rita jamais se encolhe como uma criança desprotegida. Ao contrário.

Embalada por esse colo, Maria Rita se projeta e se engrandece, como no álbum inicial de 2003. Reaparece em cena a cantora que o público queria ver e ouvir há muitos anos. Ao fim da apresentação, quando sublinhou o sentido político do show ao improvisar o canto a capella de “Romaria” (Renato Teixeira, 1977), após o bis feito com o pop folião “Lança perfume” (Rita Lee e Roberto de Carvalho, 1980), Maria Rita emocionou o público – emoção turbinada pela exposição no telão do choro do filho da artista, Antonio Baldini, integrante da banda – e se confirmou a maior cantora da geração projetada ao longo dos anos 2000.