Bamako, Mali – Em Bamako, a celebração do 66º aniversário de independência de Mali nesta sexta-feira (14) ocorre em meio a uma crise de segurança agravada. Um ataque recente de um grupo armado mostrou a vulnerabilidade das rotas de suprimento do país.
Ataque recente e bloqueio de combustível
No dia 10 de setembro, um grupo armado afiliado à Al-Qaeda, Jama'at Nusrat al-Islam wal-Muslimeen (JNIM), atacou um acampamento militar em Dioura, no centro do Mali. Este ataque seguiu-se a uma ofensiva em abril, durante a qual JNIM e a Frente de Libertação de Azawad (FLA), que busca maior autonomia ou independência para o norte do Mali, coordenaram ataques a instalações militares e estratégicas em Bamako, Kati, Mopti, Gao e Kidal.
A ofensiva de abril seguiu meses de pressão sobre as linhas de suprimento do capital. Desde setembro de 2025, JNIM tem atacado tanques de combustível e estradas carregando combustível de Senegal e Costa do Marfim, causando escassez severa em Bamako e interrompendo fornecimento de energia e aulas.
Coalizão de grupos armados e desafios para o governo
O norte do Mali tem sido o epicentro das demandas tuaregues por maior autonomia ou independência. No entanto, o que mudou é a coordenação entre JNIM e FLA na confrontação com o governo, apesar dos objetivos diferentes a longo prazo.
A análise de Beverly Ochieng, analista sênior da Control Risks, indica que a aliança entre JNIM e FLA representa um desafio para o esforço do governo militar de consolidar o controle territorial do país. As tensões entre as forças aliadas e o governo podem dificultar a implementação de um acordo de paz.
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