A Argentina perdeu mais de 32 mil empresas desde que Javier Milei assumiu a presidência no final de 2023, conforme dados divulgados no último sábado pela Superintendência de Riscos do Trabalho (SRT).

Contextualização

A queda de 6,3% representa a 18ª redução consecutiva mensal, mas não indica necessariamente o fechamento definitivo de todas as unidades.

No mês de julho, foram registradas 948 menos empresas em comparação com junho, o 18º mês consecutivo de diminuição.

Fatores econômicos

A redução no número de empresas ocorre em um cenário de consumo fraco, custos elevados e maior concorrência de produtos importados, conforme avaliação de entidades empresariais e do Centro de Economia Política Argentina (CEPA).

O aumento das contas de serviços e o endividamento das famílias pressionam o orçamento dos consumidores, que priorizam gastos essenciais. As empresas enfrentam dificuldades para pagar despesas e conseguir crédito, além da concorrência de produtos estrangeiros.