A poucos dias do que pode ser uma das eleições mais importantes da história do Brasil, e que, novamente, polariza Lula e Bolsonaro, a deputada Adriana Accorsi e o senador Wilder Morais, duas das principais lideranças desses políticos que acabaram se tornando representantes de “correntes ideológicas” no país, estão sob prova de fogo em Goiás. Isso porque o segundo turno do pleito, além de definir se Lula da Silva, do PT, ou Flávio Bolsonaro, do PL, será o próximo presidente da República, também vai servir para medir a força, a capacidade de articulação e mobilização e, sobretudo, o prestígio de duas figuras que acabaram tendo suas imagens associadas quase que por simbiose aos líderes de seus partidos. Ambos podem ter seus próprios futuros diretamente influenciados pelo desempenho dos presidenciáveis no estado.
No caso de Adriana, presidente estadual do PT, o quebra-cabeça começa pela própria configuração do eleitorado goiano (e isso, destaca-se, foge de sua alçada). Goiás voltou a demonstrar preferência pelo bolsonarismo no primeiro turno, quando Flávio Bolsonaro recebeu 53% dos votos, contra 31% de Lula. Uma diferença de 22 pontos percentuais torna um pouco, digamos, problemático sinalizar que Lula é um grande favorito em terras goianas.
Leia também: Se abster nunca foi tão perigoso A missão de Adriana, no entanto, não é exatamente converter bolsonaristas em lulistas, tarefa que, a essa altura, parece pouco provável.
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