Investigadores brasileiros usaram pulsos de laser ultravioleta para engenhar defeitos em diamantes, permitindo controlar essas imperfeições sem afetar os qubits já presentes. O estudo, publicado no jornal Diamond and Related Materials, demonstrou que essa técnica pode ser crucial para o desenvolvimento de tecnologias quânticas.

Defeitos em diamantes

A pesquisa focou em defeitos formados por um átomo de nitrogênio e uma vagação vizinha na estrutura do diamante, conhecidos como centros de nitrogênio-vazão (NV). Esses centros podem ser usados como qubits quânticos e como sensores extremamente sensíveis de campos magnéticos e elétricos. No entanto, manipular um tipo específico de defeito pode afetar outros próximos, dificultando o controle desses sistemas.

Tecnologia de controle

A equipe testou pulsos de laser ultravioleta de curta duração em um diamante de cristal único, usando uma técnica de deposição de vapor químico. As pulsações permitiram modificar particularmente os defeitos no material sem aquecê-lo inteiramente. Antes da exposição ao laser, os pesquisadores caracterizaram o diamante usando várias técnicas de espectroscopia, identificando uma pequena concentração de nitrogênio substitucional.