Kenya: Crachá contra estrangeiros trava debate sobre economia
Ao anunciar a repressão a estrangeiros trabalhando no mercado informal, autoridades kenianas buscam proteger mercados locais, mas geram preocupações sobre xenofobia.
No último dia 7 de setembro, o governo anunciou que iniciaria a aplicação de uma lei que limita as atividades comerciais dos estrangeiros no país. O presidente William Ruto defendeu a medida como uma forma de proteger a economia local, destacando que o foco deve ser em investidores internacionais que trazem capital e criam empregos.
Segundo Ruto, a lei visa garantir que traders e vendedores ambulantes sejam principalmente de origem local, evitando que estrangeiros competam com cidadãos nacionais em negócios que exigem pouco capital. A medida foi bem recebida por alguns, que acreditam em melhorar oportunidades de emprego para nacionais, enquanto outros veem a iniciativa como uma forma de xenofobia.
De acordo com dados oficiais, cerca de 17,4 milhões de pessoas trabalham no setor informal em Kenya, o que representa oito em cada dez trabalhadores registrados. Muitos veem a atividade informal como uma das poucas formas de sobrevivência.
A economista Sheila Owigo Olang argumenta que a medida pode ter mais motivos além da proteção econômica, sugerindo que a política pode ser vista como populista e uma maneira de influenciar o eleitorado antes das eleições.
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