As apresentações de Isabelle Nogueira e Marciele Albuquerque se destacaram como momentos de grande impacto visual nas últimas edições do Festival Folclórico de Parintins. Representando, respectivamente, o Garantido e o Caprichoso, as cunhãs-porangas trouxeram para a arena transformações cênicas inspiradas na rica cultura amazônica, utilizando alegorias monumentais e personagens icônicos.

Festival de Parintins 2025

Na primeira noite do festival em 2025, Isabelle Nogueira fez uma entrada marcante ao representar a lenda indígena Tapyra’yawara, culminando em uma transformação em onça, um ser mitológico reverenciado pelos povos da Amazônia. Na sequência, na segunda noite, ela se transformou em uma mulher ave durante a encenação da "Lendária Epopeia de Tamapu", dançando ao lado de bailarinos fantasiados de urubu. No encerramento, Isabelle surgiu de um grande muiraquitã antes de se metamorfosear em uma arara vermelha.

Por sua vez, Marciele Albuquerque também trouxe à tona personagens da fauna e mitologia amazônica. Na primeira noite, ela conquistou a plateia ao se transformar em um gavião. Na segunda noite, fez sua entrada acompanhada de uma rasga-mortalha, uma ave emblemática da região. Em sua apresentação final, representou Waurãga, a mãe de todas as mães da floresta, encerrando a noite com um empate nas avaliações dos jurados, enquanto o Boi Garantido levou o título.

Festival de Parintins 2024

No festival anterior, em 2024, Isabelle impressionou ao se transformar em uma onça-pintada na primeira noite e, na segunda, assumiu a forma de um gavião-real, levando a torcida do Garantido ao delírio. Marciele, por sua vez, fez sua estreia na edição surgindo da alegoria da Cobra Grande e, na noite seguinte, montou em uma onça-pintada cenográfica, encantando os fãs do Caprichoso. Ambas as artistas finalizaram o festival empatadas nas notas válidas, com o Caprichoso sendo o campeão da edição.