A inflação oficial de setembro, apurada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou o mês de setembro em 0,82%. É o maior patamar desde março de 2026 (0,88%).
O resultado no mês passado foi pressionado pelo fim do Bônus de Itaipu, um desconto que os consumidores receberam na cota de luz de agosto.
Acima da expectativa
O IPCA do mês passado veio acima da estimativa do mercado. O relatório do boletim Focus da última segunda-feira (5), sondagem do Banco Central (BC) com agentes do mercado financeiro, projeta que a inflação de setembro ficaria em 0,60%. Para o fim de 2026, o mercado sinaliza 5,01%.
Habitação, transportes e alimentos foram os grupos de produtos e serviços apurados pelo IBGE que mais empurraram o IPCA para cima:
- Alimentação e bebidas: 0,83% (impacto de 0,18 p.p.)
- Habitação: 2,31% (0,35 p.p.)
- Artigos de residência: 0,27% (0,01 p.p.)
- Vestuário: 0,71% (0,03 p.p.)
- Transportes: 0,89% (0,18 p.p.)
- Saúde e cuidados pessoais: 0,42% (0,08 p.p.)
Com o índice de setembro, a inflação passa a acumular 4,58% em 12 meses, acima da meta do governo, que tolera até 4,5%. Em agosto, quando o IPCA havia apresentado deflação (-0,32%), o acumulado estava em 4,22%.
A meta de inflação estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, ou seja, um intervalo de 1,5% a 4,5%. Desde o início de 2025, o período de avaliação da meta é referente aos 12 meses imediatamente passados e não apenas o alcançado no fim do ano (dezembro). A meta é considerada descumprida se a inflação estourar o intervalo de tolerância por seis meses seguidos.
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