Indústria farmacêutica de Goiás terá de pagar indenização após fala de supervisor a funcionário: “não adianta lavar as mãos” Trabalhador foi alvo de comentários racistas sobre a cor da pele. Condenação foi mantida após recurso no TRT-GO Um trabalhador de uma indústria farmacêutica de Goiânia conseguiu provar na Justiça ter sido alvo de ‘piadas’ racistas por parte do supervisor, modalidade reconhecida como racismo recreativo. Na ação, a empresa foi condenada a pagar uma indenização de R$ 12 mil por danos morais.
A decisão foi dada pela 3ª Vara do Trabalho de Goiânia, e mantida em segundo grau pela 3ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (TRT-GO). Segundo narra a decisão, o primeiro episódio ocorreu quando o supervisor teria dito ao funcionário que não adiantaria ele lavar as mãos, por que elas não ficariam limpas, em referência à cor da pele dele. Em outro momento, o superior questionou por que o funcionário estaria usando protetor solar, sendo que ele não precisaria.
O comentário teria sido feito em frente a outros colegas de trabalho e enquanto o responsável passava a mão sobre a própria pele, em um gesto racista. A situação foi confirmada em audiência por uma testemunha, que disse que a vítima teria ficado visivelmente desconfortável. Após os acontecimentos, o trabalhador chegou a fazer uma denúncia formal no canal interno da farmacêutica e o registro de ocorrência na Delegacia Estadual de Atendimento às Vítimas de Crimes Raciais e de Intolerância.
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