Incêndios florestais na região de Fontainebleau, a cerca de 60 km a sudeste de Paris, resultaram na evacuação de residências e na interrupção do tráfego ferroviário e rodoviário, em meio a uma onda de calor que afeta a Europa Ocidental. As chamas, que já consumiram mais de 800 hectares, foram intensificadas por ventos quentes e obrigaram autoridades a mobilizar recursos significativos para combater os incêndios.

Mobilização de recursos para combate ao fogo

Na manhã de segunda-feira, 17 de julho de 2023, os incêndios já haviam devastado mais de 800 hectares de floresta, obrigando a evacuação de 15 residências na vila de Vaudoue. Para conter as chamas, cerca de 400 bombeiros foram mobilizados em várias cidades da região. Além disso, duas aeronaves de combate a incêndios foram enviadas para auxiliar no combate aos focos de incêndio.

Eric Brocardi, representante da federação nacional de bombeiros da França, destacou que esta é a primeira vez que aviões de combate a incêndios foram enviados do sul da França, uma região mais quente e seca, para a área metropolitana de Paris. Ele também mencionou que dois helicópteros de combate a incêndios e um avião de observação foram destacados para ajudar na contenção das chamas.

Impactos da onda de calor e mudanças climáticas

A região de Paris enfrenta uma onda de calor que aumenta o risco de incêndios florestais. Cientistas do grupo World Weather Attribution afirmam que as recentes ondas de calor seriam “virtualmente impossíveis” sem a influência das mudanças climáticas. O calor intenso também levou ao fechamento de três usinas nucleares na França, como medida de precaução.

O ministro do Interior, Laurent Nunez, informou que, até o momento, os incêndios florestais já consumiram 17 mil hectares de terras este ano, um número que é o dobro da área queimada no mesmo período de 2022. A situação crítica reforça a necessidade de medidas eficazes de prevenção e combate a incêndios, especialmente durante períodos de calor extremo.