Um incêndio florestal em Guadalajara, província situada a norte de Madri, já consumiu mais de 12 mil hectares, levando autoridades locais a ordenar a evacuação de várias centenas de pessoas, conforme anunciado no último domingo.

O fogo teve início na quinta-feira e se espalhou rapidamente pela região montanhosa, que abriga o Parque Natural Sierra Norte. Até o momento, não foram registradas vítimas fatais, mas o incêndio foi classificado como "difícil" pelo presidente regional, Emiliano Garcia-Page, e por autoridades locais em postagens na plataforma X.

Incêndios recentes e clima extremo

Este incêndio ocorre após um outro, que começou na quarta-feira na região nordeste perto de Zaragoza, onde quase 16 mil hectares já foram queimados e as chamas estão "longe de estarem sob controle", segundo a última atualização do governo regional da Aragão, divulgada no sábado à noite. Assim como em Guadalajara, nenhuma morte foi reportada nesse incêndio.

No início deste mês, a Espanha enfrentou um dos incêndios mais mortais de sua história recente, que ocorreu na província de Almeria e resultou na morte de 13 pessoas, além de devastar 7 mil hectares de vegetação.

Impactos das mudanças climáticas

A Espanha tem se tornado um dos países mais afetados pelas mudanças climáticas, com o aumento da frequência e da duração das ondas de calor nos últimos anos. As temperaturas frequentemente ultrapassam os 40°C, criando condições propícias para incêndios devastadores.

Cientistas apontam que as mudanças climáticas impulsionadas por ações humanas estão aumentando a duração, intensidade e frequência das ondas de calor, o que contribui para o ressecamento da vegetação e, consequentemente, para a probabilidade de incêndios florestais.

As autoridades continuam a monitorar a situação e a responder às emergências causadas pelos incêndios, enquanto a população local se mobiliza para lidar com as consequências desse desastre ambiental.