O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), que se posiciona como pré-candidato ao governo de São Paulo, deve divulgar seu plano para a segurança pública do estado ainda neste mês. A informação foi confirmada por fontes da pré-campanha à CNN.

As propostas estão em fase de finalização e serão apresentadas antes do programa de governo, que está programado para agosto. O plano inclui ações de combate ao crime em colaboração com agências federais e prioriza a proteção de grupos vulneráveis, como mulheres, crianças, adolescentes e idosos.

Prioridade na campanha

No final de junho, Haddad anunciou a escolha do ex-ministro do Empreendedorismo Márcio França (PSB) como seu companheiro de chapa e destacou que a segurança seria uma das prioridades de sua campanha. A relevância do tema é respaldada por uma pesquisa qualitativa do Núcleo Ypykuéra, que aponta a segurança pública como um dos principais desafios enfrentados pela esquerda nas próximas eleições.

Em entrevista ao programa “Barão das Eleições”, na última quarta-feira (8), Haddad afirmou que um de seus objetivos é desmistificar a ideia de que o campo progressista não possui propostas concretas para a segurança pública. “Quero fazer da segurança um tema de campanha até para acabar com essa história de que o nosso campo não tem propostas para a segurança pública”, declarou.

Estratégia em três camadas

De acordo com o pré-candidato, o plano será estruturado em três camadas. A primeira delas visa combater o que Haddad denomina de “andar de cima” do crime organizado, focando em atacar as estruturas financeiras das facções criminosas.

A direita, por sua vez, acredita ter uma vantagem no debate sobre segurança pública, alegando que a esquerda favorece os criminosos. Esse discurso é sustentado por atitudes do PT que se opõem à política de encarceramento em massa.

A decisão de Haddad de antecipar o anúncio do plano de segurança pública está alinhada a outras estratégias de pré-campanha, que buscam abordar desafios eleitorais. O ex-ministro está programado para lançar sua chapa no interior do estado, uma região onde o PT historicamente apresenta menor desempenho nas urnas.

*Com informações de Tainá Falcão, da CNN Brasil