As principais empresas de petróleo dos Estados Unidos estão adotando uma postura mais rígida nas negociações coletivas de trabalho, buscando maior poder de barganha sobre os trabalhadores.
A tendência começou há alguns anos, quando a ExxonMobil fechou por 10 meses a refineria de Beaumont em 2021, o que foi o maior conflito laboral em uma refinaria norte-americana em quatro décadas.
Atualmente, a BP e a Marathon estão em situações semelhantes, com bloqueios em suas respectivas refinarias de Whiting, em Indiana, e Martinez, em California, devido a disputas sobre contratos sindicais.
Com isso, um dos principais instrumentos dos sindicatos — a importância da mão de obra qualificada para a operação — está sendo enfraquecido.
A BP oferece um aumento médio de 13% ao longo de quatro anos, abaixo dos padrões nacionais, e propõe transferir algumas tarefas não essenciais para contratados.
Segundo Eric Schultz, presidente do sindicato United Steelworkers Local 7-1, a BP está seguindo o mesmo roteiro usado pela ExxonMobil em 2021.
O impasse na refineria de Whiting já dura quase seis meses e mostra que as grandes empresas de petróleo estão dispostas a manter operações com trabalhadores substitutos para pressionar os sindicatos.
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