O presidente dos EUA, Donald Trump, em entrevista no Salão Oval da Casa Branca, em 2 de setembro de 2026. Evelyn Hockstein/ Reuters O governo Trump renovou neste domingo (6) seu recurso à Suprema Corte dos Estados Unidos para tentar limitar o voto por correspondência antes das eleições para o Congresso, em novembro, depois que uma juíza federal bloqueou as restrições na semana passada. Advogados do governo Trump entraram com um pedido de medida cautelar na Suprema Corte para permitir que o Serviço Postal dos EUA (USPS) implemente uma regra que restringe o voto por correspondência.

A medida é questionada enquanto alguns Estados já começaram a enviar cédulas eleitorais pelo correio para as eleições de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 A juíza federal Indira Talwani, de Boston, prorrogou na sexta-feira (4) a decisão que impede a entrada em vigor da nova regra.

A decisão final sobre a possibilidade de o governo manter as restrições ao voto por correspondência deve caber agora à Suprema Corte. Agora no g1 O procurador-geral adjunto John Sauer, que representa o governo Trump, pediu à Suprema Corte que permita a aplicação imediata da regra. Segundo ele, cada dia em que a decisão da primeira instância permanecer em vigor “corre o risco de semear confusão e caos”, à medida que mais Estados enviam cédulas eleitorais pelo correio.

A juíza da Suprema Corte Ketanji Brown Jackson estabeleceu até quarta-feira (9) o prazo para que sejam apresentadas respostas ao pedido do governo Trump.