Goiás alcançou a 8ª posição no ranking nacional de contratação de aprendizes, com 29,3 mil jovens inseridos no mercado de trabalho. Os dados foram revelados em um levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), divulgado na última quinta-feira, 25, durante um evento realizado em parceria com o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE).

Embora Goiás esteja entre os dez estados com maior número de aprendizes, o estado ainda fica atrás das regiões do Sudeste, que respondem por cerca de 48% das vagas de aprendizagem no Brasil. Os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais concentram as maiores quantidades, com 196,2 mil, 65,1 mil e 64,6 mil aprendizes, respectivamente.

Desafios da juventude no mercado de trabalho

A subsecretária de Estatísticas e Estudos do MTE, Paula Montagner, explicou que o levantamento visa identificar os desafios enfrentados pelos jovens de 14 a 24 anos no mercado de trabalho e orientar a melhoria das políticas públicas. “As ações para os jovens estão sempre centradas nessa busca pela ampliação do número de aprendizes, preenchendo e fiscalizando as cotas das empresas”, afirmou.

Paula também ressaltou a necessidade de garantir a qualidade das experiências de trabalho oferecidas aos jovens, alertando sobre a alta rotatividade e a repetitividade das atividades. “Nos preocupa como esse jovem vai tirar proveito dessa experiência de trabalho, seja na condição de aprendizagem ou de estágio”, comentou.

Informalidade e qualidade de vida

A informalidade entre os jovens é outra preocupação destacada pela subsecretária, que observou que o Centro-Oeste tem um número elevado de aprendizes, enquanto o Norte, que possui a população jovem mais alta do país, apresenta o menor número absoluto. Apesar disso, Paula comemorou a redução da informalidade, com 57,8% dos jovens agora em empregos formais.

Ela enfatizou ainda a importância de discutir a carga horária, especialmente a escala 6x1, que dificulta a conciliação entre trabalho e estudos, afetando a saúde mental dos jovens. “Todas as empresas que adotaram a escala 5x2 indicam redução do absenteísmo e problemas de saúde”, concluiu.