A popular suplementação glucosamine está sob nova luz vermelha. Pesquisadores da Universidade da Flórida descobriram que o uso deste suplemento, amplamente consumido por pessoas com disfunção cognitiva leve, pode aumentar o risco de progressão para demência. Os achados, publicados em Nature Metabolism, foram baseados em uma análise de registros médicos e experimentos com tecidos cerebrais humanos e modelos de mouse de doença de Alzheimer.

Contextualização: No Brasil, cerca de 7 milhões de pessoas vivem com Alzheimer e outras formas de demência relacionadas, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Os pesquisadores analisaram registros de pacientes da UF Health entre 2012 e 2024, focando em aqueles diagnosticados com demência relacionada ao Alzheimer (ADRD) ou disfunção cognitiva leve (MCI). Dos participantes, 8% relatavam usar glucosamine. Entre os pacientes com ADRD, o uso do suplemento foi associado a um risco 25% maior de progressão para demência. Entre aqueles com MCI, houve um risco 25% maior de mortalidade durante o período estudado.