A ativista Gloria Steinem. Divulgação A jornalista norte-americana Gloria Steinem, um dos maiores ícones do movimento feminista nos Estados Unidos, morreu aos 92 anos em Nova York, anunciou nesta quinta-feira (3) sua fundação. De acordo com a fundação, Steinem morreu em sua casa na quarta-feira (2).
"Ontem, Gloria Steinem faleceu pacificamente em sua casa na cidade de Nova York, cercada por algumas das muitas pessoas que a amavam. O quase um século de vida de Gloria foi bem vivido, e ela continuou trabalhando pela igualdade até o fim", anunciou a fundação. Fundadora da revista "Ms.", dedicada à cobertura de notícias ligadas ao feminismo, Steinem foi um das vozes mais ativas e conhecidas do movimento feminista dos EUA.
Ela iniciou sua carreira como jornalista; destaca-se, entre seus trabalhos, uma reportagem de 1963 sobre as condições degradantes no império *Playboy* de Hugh Hefner — uma missão realizada sob disfarce da qual ela viria a se arrepender mais tarde. Ela atribuía a mudança de rumo de sua carreira a um encontro ocorrido seis anos depois, no qual mulheres se manifestaram corajosamente a favor do direito ao aborto. Grande parte de sua vida como ativista foi dedicada a viajar, discursando em campi universitários, centros comunitários, comícios e marchas.
Nos últimos anos, Steinem gostava de escrever e de conviver com a comunidade, segundo as postagens. Ela também organizava rodas de conversa para centenas de pessoas em sua casa.
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