Gloria Steinem, uma das figuras mais influentes do movimento feminista nos Estados Unidos, faleceu aos 92 anos, em Nova York, conforme informou sua fundação.

Carreira e contribuições

Steinem iniciou sua carreira como jornalista na década de 1970 e se tornou uma voz proeminente na luta pelos direitos das mulheres. Ela co-fundou a revista Ms., uma das primeiras publicações focadas em questões relacionadas às mulheres além da casa e beleza.

A ativista foi uma defensora fervorosa dos direitos reprodutivos, da legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo e da igualdade salarial. Ela também protestou contra a pena de morte e a mutilação genital feminina.

Origem e formação

Nascida em 25 de março de 1934 em Toledo, Ohio, Steinem teve uma infância difícil e não frequentou escola integralmente até os 12 anos. Após concluir seu ensino superior nos anos 1950, ela viajou para a Índia em uma bolsa de pesquisa e passou dois anos trabalhando com mulheres rurais, o que a inspirou a se engajar em movimentos populares.

Em 1960, ela se mudou para Nova York, onde começou sua carreira como escritora freelancer. Seu trabalho mais conhecido veio através de uma investigação sobre as condições de trabalho das garotas do Playboy.