O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou nesta quinta-feira (17/9) o colega ministro André Mendonça pela prática lavajatista de vazamento seletivo de conversas que, embora não revelassem nenhuma conduta ilícita, 'mancharam a honra' do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Objetivo político

Para Gilmar, Mendonça teve a intenção de 'lucrar politicamente com o episódio', tanto que publicou um vídeo nas redes sociais para agradecer o apoio popular. 'Apoio a quê, exatamente? A um ato que ele mesmo admitiu não ter fundamento contra a pessoa exposta?', questionou o decano.

A estratégia do vazamento seletivo, apontou Gilmar, já foi usada antes pela 'lava jato'. 'A ideia era sempre criar o fato consumado antes da ação penal, colher os dividendos políticos e deixar a defesa correndo atrás de um julgamento que a opinião pública já havia feito', explicou.