A situação vivida hoje por milhões de jovens parece incompatível com o tamanho do poder econômico que eles podem concentrar no futuro.
Presente ainda é marcado pelo aperto
Para boa parte da Geração Z, alcançar a independência financeira ainda parece uma meta distante. Aluguel caro, despesas do dia a dia e dificuldades no início da carreira fazem com que muitos jovens precisem escolher cuidadosamente onde gastar cada parcela do salário.
Uma pesquisa do Bank of America divulgada em maio de 2026 mostrou que 42% dos integrantes adultos da Geração Z entrevistados nos Estados Unidos vivem de salário em salário. Quase metade, 49%, apontou o custo de vida como um dos principais obstáculos para alcançar estabilidade financeira.
A pressão sobre o orçamento ajuda inclusive a explicar práticas como o ‘loud budgeting’, adotado por jovens que passaram a falar abertamente quando determinado programa não cabe no bolso.
De onde pode vir tanta riqueza?
Parte da mudança está relacionada ao crescimento da renda conforme essa população avança profissionalmente. Há, porém, outro fenômeno importante acontecendo ao mesmo tempo.
Nas próximas décadas, uma enorme quantidade de patrimônio acumulado por gerações mais velhas deve passar para filhos e netos por meio de heranças. O Bank of America estima que mais de US$ 84 trilhões em ativos poderão ser transferidos para gerações mais jovens até 2045, sendo cerca de US$ 53 trilhões provenientes de famílias de baby boomers.
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