A geração nascida em 1993 em Pelotas, no Sul do Rio Grande do Sul, apresenta altos índices de obesidade e transtornos mentais, conforme revelado por novos resultados da Coorte de Nascimentos de 1993, uma pesquisa desenvolvida pelo Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).

Conquistas e desafios

Embora tenham conquistado mais anos de estudo e maior participação no mercado de trabalho, esses jovens enfrentam um aumento significativo de fatores de risco para a saúde.

A média de anos de estudo aumentou de 9,8 para 10,3 entre os 22 e os 30 anos, com as mulheres tendo indicadores educacionais superiores aos dos homens. A proporção de participantes empregados passou de 63% aos 22 anos para 75,7% aos 30 anos.

Impacto na saúde

A obesidade praticamente dobrou, passando de 16,2% aos 22 anos para 32,9% aos 30, enquanto a prevalência de transtornos mentais comuns avançou de 22% para 38,2%.

A pesquisa indica que as tarefas de cuidado continuam recaindo de forma desproporcional sobre as mulheres, limitando sua permanência no mercado de trabalho.