Galhos de gameleiras em contato com a rede elétrica provocaram faíscas e chamas na manhã desta quinta-feira, 22, na Praça Mestre Maria Henriqueta Péclat, conhecida como Praça da Cirrose, no Setor Oeste, em Goiânia. Após o episódio, a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) iniciou uma operação de manejo das árvores, começando pela poda dos galhos próximos à fiação, em conjunto com a Equatorial Goiás.
Árvores fazem parte da história do Setor Oeste
As quatro gameleiras cresceram junto com a expansão de Goiânia e se tornaram parte da paisagem da Praça da Cirrose. Segundo relatos de moradores antigos, elas teriam sido plantadas na década de 1950, quando a região ainda passava por transformações urbanas. As árvores oferecem sombra a pedestres, comerciantes e frequentadores da praça.
A presença de exemplares de grande porte, porém, também passou a gerar conflitos com a infraestrutura urbana. As copas avançam sobre imóveis, áreas de circulação e rede elétrica, enquanto as raízes disputam espaço com calçadas, asfalto e estruturas de concreto.
A gameleira é uma espécie de crescimento rápido e sistema radicular amplo, características que podem provocar danos quando o plantio ocorre próximo a construções ou em espaços limitados. Isso não significa que todas as árvores da espécie apresentem risco: a avaliação depende das condições de cada exemplar e do ambiente em que está localizado.
Laudos apresentaram conclusões diferentes
A discussão sobre as árvores se intensificou após avaliações técnicas da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) apresentarem recomendações diferentes sobre a necessidade de retirada.
Um laudo de novembro de 2024 apontou problemas como necrose e risco de queda e recomendou a retirada de duas gameleiras, com poda nas demais. Em abril de 2026, uma nova vistoria considerou as árvores estruturalmente equilibradas e indicou serviços de poda e manutenção, sem recomendar o corte naquele momento.
Em agosto deste ano, uma terceira avaliação, realizada por sete técnicos da Amma, voltou a recomendar a retirada de dois exemplares e a poda das outras duas árvores. Entre os problemas apontados estavam comprometimentos estruturais.
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