A cúpula da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência, junto a dirigentes do PL, acredita que não existem mais chances de reconciliação entre o senador e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro antes das eleições de 4 de outubro. Internamente, a avaliação é de que não faz sentido investir esforços nessa direção, uma vez que Michelle deixou claro seu desejo de evitar qualquer proximidade.
A expectativa é que não ocorram novas críticas públicas entre eles, o que poderia agravar a situação. Em entrevista ao Poder360, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, mencionou que ainda tentava unir a ex-primeira-dama e o senador, mas a possibilidade de sucesso nesse esforço é considerada nula no momento.
Impacto do Rompimento
O distanciamento entre Flávio e Michelle representa uma perda significativa para o senador, que contava com ela como uma importante ponte para o eleitorado feminino e evangélico. Michelle, que foi presidente do PL Mulher, desempenhou um papel essencial na ampliação do número de filiadas da legenda e mantém um diálogo ativo com influentes líderes religiosos.
O rompimento público se consolidou no dia 24 de junho, quando Michelle publicou dois vídeos nas redes sociais, onde afirmou ter se sentido "apunhalada" e "humilhada" por Flávio. Seis dias após as declarações, em 30 de junho, Valdemar Costa Neto fez uma tentativa de convencê-la a se retratar, mas não obteve sucesso.
Perspectivas Eleitorais
Uma pesquisa recente do PoderData/Aya, divulgada em 16 de julho de 2026, indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) possui 45% das intenções de voto em um possível segundo turno contra Flávio Bolsonaro, que aparece com 43%. Os candidatos estão tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Comparando com o primeiro levantamento realizado pelo PoderData/Aya em maio, Lula teve uma queda de 1 ponto percentual, enquanto Flávio subiu 1 ponto percentual, ambos dentro da margem de erro. A diferença entre os dois candidatos diminuiu, passando de 4 para 2 pontos percentuais, o que é considerado uma oscilação desfavorável para o candidato petista.
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