O presidente Lula sancionou um projeto de lei que elimina a tarifa de importação de 20% para compras internacionais de até $50 feitas pela internet por remessas postais. Embora a medida tenha sido bem-vinda pelo governo, ela levanta preocupações no setor têxtil, especialmente na indústria de confecção.

Reações do governo e do setor têxtil

O ministro da Fazenda, Daril Durigan, enfatizou que a medida trará mais transparência ao processo de importação, beneficiando tanto empresários quanto consumidores. No entanto, representantes do setor têxtil alertam que a isenção pode prejudicar a produção nacional.

Impactos na indústria e no emprego

O setor têxtil emprega mais de 1,3 milhão de pessoas, sendo que 60% são mulheres. Nos últimos 12 meses, o setor perdeu 20 mil postos de trabalho. A produção de confecção caiu mais de 6% de janeiro a julho.

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) alerta que a medida facilita a entrada de roupas importadas baratas, o que pode reduzir a competitividade da produção brasileira. O mercado interno consome cerca de um terço da pluma de algodão produzida no Brasil, e a preferência do consumidor pode migrar para produtos estrangeiros.

Durante a tramitação do texto no Congresso, o setor agropecuário tentou incluir emendas para mitigar os impactos da nova lei, mas o governo rejeitou as sugestões. A medida é vista como um sinal negativo para investidores que acreditam no potencial da indústria nacional.