Família reserva uma casa de praia por R$ 3.600 para o Réveillon pela internet, chega ao endereço no dia 30 e descobre que o imóvel nunca esteve para alugar; outras três famílias aparecem com o mesmo comprovante O golpe do aluguel de temporada quase sempre termina num Pix. A vítima tem até 80 dias para pedir a devolução pelo banco, mas o dinheiro só volta se ainda estiver na conta de quem recebeu Cláudio Souza passou boa parte de outubro procurando uma casa de praia para levar a mulher, os dois filhos e a sogra no Réveillon. Achou o anúncio num grupo de viagens: três quartos, churrasqueira e duas quadras até o mar, por R$ 3.600 as cinco diárias.
O suposto dono respondeu em minutos, mandou mais fotos e um contrato em PDF, e avisou que outra família estava interessada. O Pix saiu no mesmo dia. Em 30 de dezembro, depois de seis horas de estrada, Cláudio encontrou o portão trancado.
Um vizinho contou que a casa é de uma família de outra cidade e nunca foi alugada. Em meia hora, outras três famílias pararam na mesma calçada, cada uma com o seu comprovante, e o número do anunciante já não chamava no WhatsApp. O caso segue o roteiro do golpe do aluguel de temporada, e a pergunta de quem cai nele é sempre a mesma: dá para recuperar o dinheiro?
O primeiro passo é avisar o banco e pedir a abertura do Mecanismo Especial de Devolução, o MED do Pix, em até 80 dias da transferência. O dinheiro, porém, só volta se ainda houver saldo na conta de quem recebeu.
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