O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) anunciou que, na noite de sábado (11), as Forças Armadas americanas realizaram uma terceira rodada de bombardeios contra alvos militares no Irã. A informação foi divulgada por meio de um comunicado na rede social X (antigo Twitter).
Segundo o Centcom, a ofensiva realizada no dia 11 atingiu cerca de 140 alvos, incluindo bases de mísseis e drones, instalações navais, depósitos de munição, redes de comunicação e postos de vigilância costeira. Com essa nova onda de ataques, o total de alvos atingidos nas três noites de operações nesta semana ultrapassa 300.
Retaliação a ataque no Estreito de Ormuz
A retaliação dos EUA foi uma resposta direta ao ataque contra o navio comercial M/V GFS Galaxy, que estava navegando pelo Estreito de Ormuz. O Centcom destacou que o trânsito de embarcações comerciais continua no vital corredor marítimo internacional, apesar das tensões.
O ataque ao M/V GFS Galaxy, um navio de contêineres sob bandeira do Chipre, resultou em danos significativos na sala de máquinas da embarcação, e um tripulante civil está desaparecido, segundo informações dos militares americanos.
Escalada de tensão entre EUA e Irã
Os bombardeios dos EUA ocorreram pouco tempo após a declaração do Irã sobre o fechamento do Estreito de Ormuz. Teerã afirmou que disparou um “tiro de advertência” contra o navio, que navegava por uma rota não autorizada, e advertiu que qualquer retaliação resultaria em uma “resposta severa”.
A situação no Estreito de Ormuz, um dos principais corredores marítimos do mundo, tem gerado preocupações sobre a segurança da navegação na região. O aumento da presença militar dos EUA, assim como as reações do Irã, contribuem para a escalada das tensões entre os dois países, que já se encontram em um estado de confronto há anos.
Com a continuidade das operações militares e as ameaças mútuas, a comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos dessa crise, que pode afetar não apenas a segurança regional, mas também o comércio global.
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