EUA intensificam ataques a Irã e Chevron aumenta investimentos em Venezuela

Nesta semana, os Estados Unidos retomaram grandes operações militares contra o Irã, atacando instalações militares ao longo da costa sul e em Larak Island. Em resposta, o Irã realizou contra-ataques contra posições dos EUA no Golfo Pérsico e Jordânia, além de continuar atacando navios comerciais, resultando em duas embarcações carregadas de petróleo da Arábia Saudita sendo atingidas perto do Estreito de Ormuz.

A violência militar está levantando preocupações sobre o impacto civil, com um ataque recente a um casamento na região sul do Irã resultando em cinco mortes e dezenas de feridos. A investigação está sendo conduzida pela autoridade competente.

O aumento nas perdas de navios comerciais também está se acumulando, com mais de 70 ataques registrados desde o início da guerra, gerando custos significativos para seguradoras devido às reivindicações de riscos de guerra no valor de cerca de US$ 2 bilhões. As taxas de seguro no Estreito de Ormuz subiram a até 40 a 60 vezes os níveis pré-guerra, adicionando cerca de US$ 7 a US$ 8 ao custo de um barril de petróleo.

Em meio à escalada militar, a Chevron anunciou investimentos de mais de US$ 7 bilhões nos próximos cinco anos na Venezuela, apostando na reforma do setor petrolífero do país. A empresa planeja dobrar sua produção venezuelana para cerca de 600 mil barris por dia. Paralelamente, a NABEP (North American Blue Energy Partners), apoiada pelos EUA, conseguiu controle majoritário em uma empresa com concessões de 100 anos sobre 17 campos petrolíferos com reservas provadas de cerca de 65 bilhões de barris, prevendo investimentos de US$ 100 bilhões.