Explosão em ataque no Irã em 18 de julho, segundo o Centcom Centcom/Reuters O Comando Central das Forças Armadas do EUA (Centcom) anunciou uma nova onda de ataques contra o Irã na noite deste domingo (19), pela nono dia consecutivo. Os ataques ocorrem após a morte de três militares americanos no conflito nos últimos dias. Segundo a Centcom, a ofensiva mira a força militar iraniana.
"Os bombardeios continuarão com o objetivo de degradar as capacidades militares iranianas utilizadas em ataques contra embarcações comerciais e marítimos civis que transitam pelo Estreito de Ormuz", diz o comunicado. Segundo o jornal The New York Times, os EUA iniciaram o envio de mais aviões de guerra para o Oriente Médio. Isso indica que o conflito pode se intensificar em breve.
Essa escalada ocorre depois de que dois militares americanos morreram em um ataque do Irã a uma base dos EUA na Jordânia, disse o Centcom sábado (18). As mortes teriam ocorrido na sexta-feira (17). Um deles é considerado desaparecido.
No sábado, um terceiro militar morreu no norte do Iraque após da detonação controlado de uma munição não detonada. De acordo com o Comando Central das Forças Armadas do EUA, a munição vinha de um "drone iraniano de ataque unidirecional abatido". ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Um segundo militar ficou feriado e continua recebendo tratamento médico para um ferimento leve.
O CentCom não revelou os nomes dos militares mortos e feridos. Neste domingo, após uma busca minuciosa, militares encontraram restos mortais não identificados no local dos ataques na Jordânia. O exame para verificar a identidade dos restos mortais ainda está em andamento.
O presidente Donald Trump lamentou as mortes, em entrevista à NewsNation: "Muito triste. Odiamos ver isso acontecer. É em serviço ao nosso país".
Mais cedo no sábado, o líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, fez um apelo à unidade nacional diante do retorno das agressões mútuas entre Washington e Teerã. Na sexta-feira à noite, a Guarda Revolucionária afirmou ter destruído ao menos dois caças americanos e outras três aeronaves durante um ataque com mísseis e drones contra a base americana de Al Azraq, na Jordânia. Segudo o jornal "The New York Times", o ataque à Jordânia danificou vários helicópteros das Forças Armadas dos EUA, incluindo modelos de combate como os Black Hawks.
Desde o início da guerra, 16 militares dos EUA foram mortos e mais de 430 ficaram feridos. "Em 17 de julho, dois membros das forças armadas dos EUA na Jordânia foram mortos em ação enquanto o Comando Central dos EUA (CENTCOM) e forças parceiras se defendiam contra ataques com mísseis balísticos iranianos e drones. Além disso, um membro das forças armadas está atualmente desaparecido em ação", diz o comunicado do Comando Central (CentCom).
"Quatro membros das forças armadas americanas foram levados para hospitais jordanianos. Eles já foram liberados desde então. Outros militares que foram avaliados por ferimentos leves retornaram ao serviço", afirma a nota.
Vídeo mostra momento em que mísseis caem em base militar dos EUA na Jordânia, diz agência Escalada militar Teerã e Washington vêm realizando uma escalada militar desde o naufrágio do acordo de cessar-fogo assinado entre os dois países em junho.
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