Embarcações no Estreito de Ormuz , vistas de Musandam, Omã REUTERS / Stringer O Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos negou que o Estreito de Ormuz esteja fechado para navegação e afirmou que o Irã não está no controle da rota. Em comunicado divulgado através da rede social X neste domingo (12), o comando militar responsável pelas operações norte-americanas na região do Oriente Médio, Ásia Central e partes do Sul da Ásia disse que suas forças estão posicionadas para garantir a liberdade de navegação e condenou o que chamou de "agressão iraniana injustificada". "O Estreito de Ormuz está aberto a todos os navios que buscam transitar legalmente pela via navegável internacional.

As forças dos EUA estão posicionadas e preparadas para garantir que a liberdade de navegação permaneça disponível, apesar da agressão iraniana injustificada, assédio, ameaças e declarações arbitrárias. O Irã não controla o estreito. O tráfego está fluindo".

Mais cedo, após os EUA anunciarem uma ofensiva a 140 alvos militares no território iraniano, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que o Estreito de Ormuz estava fechado novamente e confirmou ter disparado tiros de advertência contra embarcações. Neste domingo, segundo a agência britânica de segurança marítima UKMTO, o ataque ocorreu a cerca de 17 km a leste da Península de Musandam, pertencente a Omã, e provocou um incêndio a bordo, obrigando a tripulação a abandonar o navio em um bote salva-vidas. Segundo comunicado das autoridades de Omã, 23 membros da tripulação do navio GFS Galaxy foram resgatados, mas a busca por um tripulante desaparecido continua.

"Várias embarcações tentaram seguir uma rota não autorizada e ignoraram nossos avisos e sinais. Uma embarcação que comprometeu a segurança marítima ao desativar seus sistemas foi atingida por tiros de advertência e detida", declarou a Guarda Revolucionária, acrescentando: "O Estreito de Ormuz permanecerá fechado até segunda ordem e até a conclusão das operações dos EUA na região. Nenhuma embarcação terá permissão para passar".

Irã fez ataque a países vizinhos Troca de ameaças entre Irã e Estados Unidos ganha força neste sábado (11) Com a escalada do conflito com os EUA, neste domingo, o Irã atacou alvos ligados aos Estados Unidos em quatro países do Golfo Pérsico. A Guarda Revolucionária iraniana afirmou: ter destruído um centro de comando e controle e hangares de drones na Jordânia, aliado dos EUA atacado um radar americano no Kuwait atacado plataformas de apoio e reabastecimento de porta-aviões americanos em Omã destruído um centro de manutenção de jatos e uma instalação de comando no Catar Autoridades dos Emirados Árabes Unidos disseram que seus sistemas de defesa interceptaram mísseis e drones provenientes do Irã, mas depois confirmaram que as ameaças detectadas estavam fora das fronteiras do país. Sirenes de alerta soaram no Bahrein.

O governo do Catar confirmou a interceptação de mísseis e informou que três pessoas, incluindo uma criança, ficaram feridas por estilhaços provenientes do ataque. Também condenou os ataques de Teerã aos países vizinhos, classificando-os como uma "grave escalada que complica os esforços para conter as tensões na região".