Por décadas, a crença dominante era que os psicodélicos causam caos no cérebro. De acordo com essa visão, redes cerebrais – padrões estabelecidos de comunicação que gerenciam funções como a percepção visual, atenção e autoconsciência – se desconectam e começam a interagir de maneira aleatória. Entretanto, um novo estudo publicado na revista Nature sugere que essa explicação pode não ser completa.

Uma nova perspectiva

Devon Stoliker, neurocientista da Monash University, liderou uma equipe que desafiou essa ideia. Ao analisar imagens cerebrais de pessoas sob e fora do efeito de psicodélicos, os pesquisadores encontraram algo diferente. 'Chaos' não parece ser a melhor descrição para o que acontece no cérebro sob essas substâncias.

Stoliker argumenta que a teoria do caos não explica por que alguém teria uma experiência significativa, por que poderia ter insights ou clareza mental, e por que essas mudanças podem levar a alterações positivas na saúde mental.