Um novo estudo conduzido pelo laboratório do professor assistente Elias Uddin, da Universidade Estadual de Agricultura de Bangladesh, avaliou o carbono emitido durante a produção de leite no país. Os resultados foram publicados recentemente no Journal of Dairy Science.

A pesquisa utilizou dados coletados entre 2018 e 2023 na fazenda de leite da Universidade Agrária de Bangladesh. O estudo considerou emissões relacionadas à dieta das vacas, fertilizantes usados para cultivo de alimentos, gases emitidos pelo processo digestivo das vacas e gerenciamento de excrementos. A enteroferação (processo digestivo) foi responsável por 48% das emissões, seguidas pelo alimento (24%), excrementos (20%) e energia usada na fazenda (8%).

Segundo Uddin, é necessário levar em conta os animais não lactantes, pois fazem parte do sistema produtivo. O estudo demonstrou que o uso de dados específicos da fazenda e equações propostas pela IPCC resultou em um carbono emitido 27% menor comparado com estimativas anteriores.

O estudo também revelou que a produtividade das vacas aumentou 63% ao longo dos cinco anos de pesquisa, levando a uma redução de 37% no carbono emitido. Em 2018, as vacas produziam em média 3,53 kg de leite por dia, enquanto em 2023, a produção média era de 5,76 kg.