O estudo controverso que visa restringir a vacinação contra hepatite B em alguns recém-nascidos africanos foi aprovado para prosseguir na Guiné-Bissau. O secretário de Saúde dos EUA, Robert F. Kennedy Jr., e pesquisadores da Dinamarca estão envolvidos no projeto.

Detalhes do estudo

A pesquisa envolverá 14.000 bebês na Guiné-Bissau, metade dos quais receberá a vacina imediatamente após o nascimento, enquanto a outra metade não a receberá durante as primeiras seis semanas de vida.

Os pesquisadores da Universidade da Dinamarca obtiveram aprovação de um comitê de ética e autoridades guineenses para o experimento. No entanto, três membros do comitê se ressentiram das questões éticas envolvidas e deixaram suas posições.

Controvérsia e implicações

Paul Offit, um médico infectologista dos Estados Unidos, criticou a iniciativa, afirmando que Kennedy deseja evitar a administração da vacina no nascimento nos EUA. A ação é vista como uma tentativa de testar uma hipótese em países menos desenvolvidos.