Um alerta foi feito por especialistas, apontando que as futuras gerações estão sendo prejudicadas pela falta de plantio de novas árvores em Gales. A ONG Woodland Trust destaca que a burocracia torna mais simples o desmatamento do que a criação de novas florestas.
Chris Matts, gerente da Woodland Trust para o sul e oeste de Gales, afirmou que os sistemas baseados na natureza são essenciais no combate às mudanças climáticas, mas que a burocracia é um grande obstáculo. Apesar de estatísticas do governo indicarem um aumento no número de árvores plantadas, conservacionistas afirmam que esse crescimento não está atendendo às metas estabelecidas.
A Energy and Climate Intelligence Unit prevê que, com as taxas atuais de planejamento, Gales alcançará apenas 10% de sua meta de plantio até 2030, ficando atrás de outras nações do Reino Unido. O governo galês, por sua vez, argumenta que esses dados não refletem todas as ações de plantio que ocorrem no país.
Keith Roberts, voluntário da Woodland Trust, destacou a importância do plantio de árvores para o sistema de defesa contra inundações local, que visa aumentar a segurança dos residentes de Neath. Ele reforçou que o projeto é um legado para as futuras gerações.
As árvores têm a capacidade de ajudar a mitigar as mudanças climáticas, absorvendo dióxido de carbono e proporcionando áreas sombreadas em climas quentes. O Climate Change Committee (CCC) do Reino Unido recomenda a ampliação da cobertura florestal como parte das estratégias para atingir as metas de emissão de gases.
Matts enfatizou que, em meio a temperaturas extremas, as áreas florestais oferecem um ambiente climático estável. Ele pediu uma abordagem menos rígida e mais colaboração entre setores para aumentar a cobertura arbórea.
A Confederation of Forest Industries (Confer) também criticou os dados atuais, considerando-os um fracasso para as futuras gerações. O governo galês se comprometeu a aumentar as taxas de plantio e a colaborar com entidades públicas para melhorar a cobertura florestal.
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