As empresas estão cada vez mais utilizando a habilidade dos funcionários em relação à inteligência artificial (IA) como critério para promoções e bonificações, levantando questionamentos sobre a equidade no ambiente de trabalho.
Duncan Trevithick, de 34 anos, trabalha em marketing para uma empresa de treinamento de IA e afirma que, ao usar a tecnologia para realizar duas dias de trabalho em uma semana, ele não recebe dois dias de folga ou um aumento salarial significativo. Em vez disso, a maior produtividade se torna a nova base de comparação.
A Accenture, por exemplo, declarou que a utilização da IA é essencial para a promoção, enquanto grandes nomes como Disney, Meta, JP Morgan e KPMG introduziram 'leaderboards' de IA para rastrear e classificar o uso dos funcionários.
Em um cenário onde 94% das empresas ainda não vêem valor significativo em sua investimento em IA, de acordo com a consultoria McKinsey, os trabalhadores sentem a necessidade de se adaptar, especialmente diante da baixa taxa de desemprego no Reino Unido.
Embora 75% dos recrutados pela Gi Group em julho afirmem que não se intimidariam por avaliações de desempenho que incluem competência em IA, a mudança no ambiente de trabalho está criando uma divisão entre trabalhadores que veem a IA como uma ferramenta e aqueles que a consideram uma ameaça.
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