Empresária de Goiás é suspeita de lavar mais de R$ 40 milhões para facção criminosa Segundo a Polícia Civil, grupo criminoso usava empresas e instituição financeira digital para dar aparência legal ao dinheiro do tráfico Uma empresária de Goiânia é procurada pela Polícia Civil (PC) sob suspeita de lavar cerca de R$ 45 milhões para uma facção criminosa que atuava de Goiás. Segundo as investigações da Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc), Claudienne Honório Ferreira atuaria como sócia de uma empresa de fachada que faria a lavagem do dinheiro para a organização. Ela é investigada pelos supostos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.
As apurações indicam que facção fazia uso de uma estrutura complexa para dar aparência legal aos recursos obtidos com o comércio de entorpecentes e armas de fogo na região Sul de Goiânia. A rede usava ao menos sete companhias e uma instituição financeira digital para dificultar o rastreamento dos valores. Com mandado de prisão em aberto, Claudienne é considerada foragida.
“Foram movimentados em suas contas pessoais e na conta da empresa a quantia aproximada de R$ 45 milhões. Desde a data da operação as equipes efetuam diligências no intuito de localizá-la, entretanto, até o momento não conseguimos encontrá-la”, afirmou o titular da Denarc, Francisco Costa, à TV Anhanguera. Operação Cifra Oculta A ação policial contra a empresária resulta de desdobramentos da Operação Cifra Oculta, deflagrada em 9 de julho e que mirou células do tráfico na Região Metropolitana de Goiânia.
Ao todo, foram cumpridos 15 mandados de prisão temporária e 21 mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados até o limite de R$ 160 milhões. Ao longo do cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam automóveis, equipamentos eletrônicos, substâncias entorpecentes e balanças de precisão.
A PC orienta que qualquer informação sobre o paradeiro de Claudienne Honório Ferreira podem ser repassadas pelos telefones 197 ou (62) 3201-1190. O sigilo do denunciante é garantido. A reportagem não encontrou informações sobre a defesa da investigada.
O espaço para manifestação permanece em aberto. Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!
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