Educadores defendem tratamento da educação como infraestrutura durante guerra. Pesquisadores ucranianos argumentam que a proteção da ciência durante a guerra passa por tratar a educação e treinamento como infraestrutura.

A guerra destrói laboratórios e equipamentos, mas também interrompe redes humanas essenciais para a reprodução da ciência, como mentorias e colaborações informais. Em um novo artigo publicado na Nature Genetics, um grupo internacional liderado pelo Centre for Genomic Regulation (CRG) defende que a educação deve ser vista como infraestrutura.

O estudo destaca a experiência da Ukrainian Biological Data Science Summer School (UBDS3), que tem ocorrido desde 2023 em Uzhhorod, na Ucrânia. Devido à lei marcial, muitos estudantes e pesquisadores jovens não podem viajar, então o programa trouxe especialistas internacionais para a Ucrânia, permitindo que participantes se conectem com a comunidade científica global.

Os autores propõem três princípios para fortalecer a capacidade científica resiliente: computação descentralizada, estrutura de 'treinar treinadores' e colaboração internacional não-extractiva. Essas abordagens visam garantir que a ciência continue avançando mesmo em condições adversas.