Dois irmãos abandonaram a aposentadoria para não deixar a granja da família fechar e hoje vivem apenas da criação de frangos Depois de quase quatro décadas longe do campo, dois irmãos decidiram recomeçar do zero, enfrentaram dificuldades para conseguir crédito e transformaram uma pequena propriedade em um negócio de destaque A sucessão familiar representa um dos maiores desafios do agronegócio brasileiro. Em muitas propriedades, os herdeiros deixam o campo em busca de oportunidades nas cidades, enquanto pequenas áreas rurais enfrentam dificuldades para permanecer economicamente viáveis. Ao mesmo tempo, novas tecnologias e modelos de produção mostram que é possível transformar esse cenário e manter o patrimônio da família ativo.
- Moradora de comunidade rural no interior do Brasil aprendeu sozinha a construir com adobe, pau a pique e bambu, ergueu a própria casa de terra e hoje ensina a levantar escola, cozinha e ateliê na região - Casamento marcado para este mês foi cancelado em Minas Gerais depois que a noiva ouviu o conselho do padre sobre o noivo - Victor Nogueira, personal trainer de idosos: “O músculo é o que sustenta as articulações; sem trabalhar a musculatura, o idoso fica mais sujeito a quedas” Além disso, investir em atividades de maior rentabilidade tornou-se uma alternativa para quem deseja preservar a história da propriedade sem abrir mão da sustentabilidade financeira. Dessa forma, planejamento, inovação e boas parcerias permitem que produtores reinventem seus negócios e encontrem novas oportunidades de crescimento, mesmo em áreas consideradas pequenas para a agricultura tradicional. Foi exatamente esse caminho que os irmãos Ronaldo e Rogério Cano escolheram ao se aposentarem.
Depois de quase 40 anos trabalhando no setor elétrico, eles decidiram retornar ao Sítio Dois Irmãos, em Nuporanga (SP), para impedir que a propriedade herdada dos pais e dos avós deixasse de produzir. No entanto, eles perceberam rapidamente que precisariam mudar a estratégia. Como a área era pequena, o cultivo de soja e milho não oferecia retorno suficiente para sustentar o projeto.
Por isso, analisaram as oportunidades da região e identificaram na criação de frangos de corte uma atividade mais rentável, favorecida pela proximidade com o frigorífico da Seara JBS. Falta de crédito exigiu uma nova estratégia O planejamento estava pronto, mas outro desafio surgiu logo no início. Os bancos recusaram os primeiros pedidos de financiamento porque o tamanho da propriedade não oferecia garantias suficientes para liberar os recursos destinados à construção dos aviários.
Mesmo assim, os irmãos seguiram em frente. Então, formaram uma sociedade com o cunhado Leandro e com o amigo de infância Marcelo, que decidiu investir no projeto. Assim, a parceria garantiu o capital necessário para tirar a granja do papel em 2025.
Divisão de funções fortaleceu o negócio Depois de estruturarem a sociedade, cada integrante assumiu uma função de acordo com sua experiência. Rogério passou a cuidar do manejo diário das aves e da operação dos galpões automatizados. Enquanto isso, Ronaldo ficou responsável pela administração financeira e pela parte burocrática.
Comentários (0)
Entre ou cadastre-se para comentar.