Uma mulher, vítima de assédio sexual pelo diácono e professor Antônio Lisboa Leitão de Souza, denunciou os abusos que sofreu durante o ano de 2017, levando à sua demissão pelo Ministério da Educação (MEC) da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). A denúncia foi revelada após a conclusão de um processo administrativo disciplinar que investigou a conduta do docente. A vítima, que optou por não se identificar por questões de segurança, teve sua voz alterada por inteligência artificial em um áudio divulgado.
Segundo a vítima, Antônio Lisboa fazia insinuações sobre a vestimenta das alunas, afirmando que roupas apertadas não eram benéficas para as partes íntimas. Ela descreveu uma constante fixação do professor em abordar temas sexuais com mulheres, ressaltando a gravidade da situação. Após a repercussão do caso, a Diocese de Campina Grande decidiu afastar o diácono, uma medida comunicada oficialmente no dia 15 de julho.
Histórico de Denúncias e Consequências
Em 2017, Antônio Lisboa já havia enfrentado um processo judicial por assédio sexual, no qual foi beneficiado com a suspensão condicional do processo. Na prática, isso significa que o andamento da ação foi suspenso sob a condição de que ele cumprisse determinadas exigências legais, o que foi feito, segundo a sentença que determinou a suspensão.
A vítima expressou sua indignação ao afirmar que, apesar de ter ocupado posições em instituições respeitáveis, o diácono não é um exemplo a ser seguido. Ela manifestou esperança de que a justiça seja feita e criticou a continuidade de comportamentos inadequados por parte do professor, que, segundo ela, teria causado mais vítimas ao longo do tempo.
Reação da Defesa e Afastamento pela Diocese
A defesa de Antônio Lisboa, em contato com a imprensa, afirmou ter recebido a decisão do MEC com surpresa e alegou que os pedidos feitos durante o processo administrativo não foram devidamente considerados. Além disso, a defesa informou que o professor foi absolvido em um processo criminal relacionado aos mesmos fatos e que pretende recorrer da decisão que resultou em sua demissão.
A Diocese de Campina Grande, em sua nota oficial, informou que tomou conhecimento do processo administrativo que culminou na demissão de Antônio Lisboa e que ele foi afastado de todas as atividades na Igreja para que os fatos sejam apurados. A Diocese reiterou seu compromisso com a verdade e a justiça, conforme as normas canônicas e a legislação brasileira.
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