No último fim de semana, um vídeo de uma explosão massiva começou a circular nas redes sociais, acompanhado da alegação de que o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, havia sido morto em um ataque aéreo russo. No entanto, a veracidade dessa informação foi rapidamente desmentida por verificadores de fatos.

Rumores infundados sobre a morte de Zelenskyy

Um post que se espalhou no dia 20 de junho alegava que um ataque aéreo russo havia atingido uma localização segura na Ucrânia, resultando na morte de Zelenskyy. A postagem, que alcançou 2,7 milhões de visualizações, afirmava que a mídia ucraniana estava cobrindo o incidente, mas a confirmação oficial ainda era aguardada. Contudo, Zelenskyy publicou um vídeo em sua conta oficial no X (antigo Twitter) mostrando um encontro com Mathias Cormann, secretário-geral da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o que contradiz as alegações de sua morte.

Além disso, o vídeo que acompanhava as postagens era, na verdade, uma gravação da explosão em um armazém em Tianjin, na China, ocorrida em 2015, e não tinha relação com a situação atual na Ucrânia. Uma pesquisa rápida nas principais agências de notícias da Ucrânia revelou que não houve cobertura do suposto ataque aéreo.

Campanhas de desinformação

Esse não é o primeiro caso de rumores sobre a morte de Zelenskyy. Em junho, uma alegação semelhante já tinha circulado, e anteriormente, em 2022, uma campanha de desinformação afirmava que o presidente ucraniano havia cometido suicídio. Segundo Pablo Maristany de las Casas, analista do Instituto para o Diálogo Estratégico na Alemanha, o uso de inteligência artificial para criar conteúdos enganadores tem crescido, especialmente após eventos significativos no cenário político global.

As contas que disseminaram a desinformação apresentam características suspeitas que indicam uma possível campanha coordenada de bots. Esses perfis, que frequentemente usam nomes sugerindo afiliações a estados ou forças militares, têm a tendência de gerar conteúdo que visa manipular a opinião pública e provocar reações emocionais.