Na última segunda-feira, o primeiro-ministro britânico Keir Starmer anunciou sua demissão, um movimento que, embora não tenha sido bem recebido por todos os britânicos, gerou reações positivas entre líderes europeus. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, expressou sua gratidão, afirmando: 'A segurança europeia e ucraniana é mais forte por sua causa. Obrigado, querido Keir.'

O presidente francês Emmanuel Macron também elogiou Starmer por seu papel na 'coalizão dos dispostos' em apoio à Ucrânia e na revitalização das relações entre o Reino Unido e a União Europeia.

O legado de Starmer na segurança europeia

Starmer se destacou por seu apoio à Ucrânia na guerra contra a Rússia, consolidando sua reputação positiva na Europa. Juntamente com Macron, ele liderou uma aliança de 35 estados que forneceu ajuda militar à Ucrânia e se comprometeu a oferecer suporte a longo prazo em caso de um cessar-fogo.

Olivia O'Sullivan, diretora do programa UK in the World do think tank britânico Chatham House, destacou que Starmer foi um parceiro ativo e confiável na coalizão. Ela observou que, apesar das dificuldades em encontrar os recursos necessários para cumprir suas metas de gastos militares, o próximo primeiro-ministro britânico enfrentará desafios semelhantes.

O futuro das relações Reino Unido-UE

A continuidade das relações britânicas com a UE dependerá do sucessor de Starmer. Indicações atuais apontam para Andy Burnham, ex-prefeito de Manchester, como o provável novo primeiro-ministro. Considerado proeuropeu, Burnham pode manter a trajetória de Starmer em relação à UE e à Ucrânia, embora seu foco tenha sido predominantemente em questões internas.

O governo de Starmer alcançou avanços significativos, como a formalização de uma parceria de segurança e defesa entre a UE e o Reino Unido, estabelecida no último ano. Entretanto, a relação entre os dois blocos enfrenta desafios, como a limitação do acesso britânico ao programa SAFE da UE, destinado a acelerar a prontidão defensiva dos estados membros.

Na esteira da demissão de Starmer, o presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa, anunciou a suspensão de uma cúpula UE-Reino Unido, que estava marcada para o dia 22 de julho, o que indica que a Europa aguarda um novo líder britânico para discutir os próximos passos.