Cintia Ferreira, do Jornal Opção Entorno Crianças, jovens e adultos atípicos enfrentam, em 2026, dificuldades para conseguir diagnóstico, exames, terapias, medicamentos e atendimento educacional no Distrito Federal e no Entorno. Relatos de mães mostram famílias que aguardam especialistas há anos, percorrem longas distâncias em busca de assistência e assumem dentro de casa cuidados que deveriam ser acompanhados por equipes multidisciplinares. A falta de uma rede pública contínua prejudica o desenvolvimento dos filhos e impõe às mães uma rotina sem descanso, trabalho regular ou acompanhamento psicológico.

As histórias mudam de endereço, idade e diagnóstico, mas se encontram no mesmo ponto: a espera. Uma criança precisa realizar exames para entender por que não consegue acompanhar a turma. Outra aguarda atendimento especializado há quase cinco anos.

Um menino viaja de Planaltina de Goiás a Brasília quando precisa de assistência. Um jovem autista de 24 anos ficou sem escola. Uma mulher de 34 anos depende da mãe para tomar banho, cuidar dos dentes e realizar a própria higiene.

São famílias que não reivindicam privilégios. Pedem aquilo que deveria acompanhar uma pessoa atípica durante toda a vida: diagnóstico no tempo adequado, tratamento contínuo, acesso à escola, medicamentos, autonomia, inclusão e dignidade. Uma infância à espera de respostas Emanuela Alves Rodrigues de Carvalho começou a apresentar dificuldades de aprendizagem e de interação na escola em 2025.