Cuba experienciou na sexta-feira, 11 de julho de 2026, seu segundo apagão nacional em apenas cinco dias. A falha na rede elétrica do país se deu em meio a um bloqueio de combustível imposto pelos Estados Unidos que perdura há seis meses, além de uma infraestrutura energética já debilitada.

Este é o nono apagão nacional desde 2024 e o quarto apenas em 2026. A União Elétrica do Estado (UNE) comunicou, através de uma postagem em sua conta no X, que ocorreu um "colapso total do sistema elétrico nacional" às 16h30, horário local (20h30 UTC).

O Ministério da Energia de Cuba informou nas redes sociais que "protocolos estão sendo ativados para iniciar o processo de recuperação". Até o momento, não houve uma explicação imediata do governo cubano sobre a causa do apagão.

Crise energética em Cuba

Na segunda-feira anterior, as autoridades atribuíram o apagão a instabilidades de voltagem e baixos níveis de produção de eletricidade. A maior parte do país foi reconectada à rede elétrica até o final da tarde de terça-feira.

A situação da energia em Cuba já era crítica antes do bloqueio, que foi intensificado pelo ex-presidente dos EUA, Donald Trump, em janeiro. Trump havia prometido derrubar o governo comunista cubano, o que coincidiu com a remoção do presidente venezuelano Nicolás Maduro, que anteriormente era um importante fornecedor de petróleo para a ilha. Desde o início do bloqueio, apenas um navio-tanque de petróleo conseguiu atracar em Cuba, com a carga suficiente para atender as necessidades energéticas do país por apenas duas semanas.

Implicações do bloqueio e da infraestrutura

O bloqueio de petróleo pelos EUA ocorre em meio a um embargo econômico de longa duração contra Cuba. O governo cubano responsabiliza a deterioração de sua infraestrutura pela situação crítica, enquanto Washington atribui a crise ao mau gerenciamento da economia por parte do Estado cubano.

Estima-se que Cuba necessite de mais de 100 mil barris de petróleo por dia para atender às suas demandas energéticas. A crise atual acentua as dificuldades enfrentadas pela população local, que já lida com escassez de recursos e serviços básicos.