A renúncia do presidente do Paraguai e a crise envolvendo o sistema bancário do país têm despertado atenção de empresários brasileiros, especialmente daqueles que mantêm relações comerciais com o mercado paraguaio. Apesar das incertezas geradas pelo cenário, a avaliação inicial é que os reflexos para Goiás tendem a ser reduzidos, ao menos neste momento.

Impacto limitado para Goiás

Em entrevista ao Jornal Opção, o superintendente de Comércio Exterior e Atração de Investimentos Internacionais da Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços de Goiás (SIC), Plínio Viana, afirmou que ainda é prematuro apontar consequências concretas para a economia goiana.

‘É muito cedo para a gente falar se vai impactar ou não. Precisamos acompanhar as medidas que serão adotadas pelo novo governo e observar os desdobramentos da situação’, disse.

A principal preocupação está relacionada à intervenção do Banco Central do Paraguai no Ueno Bank, instituição que teve cerca de US$ 850 milhões bloqueados, afetando milhões de clientes. A medida criou dificuldades para empresas e comerciantes que dependiam desses recursos para manter suas operações e honrar compromissos financeiros.

A avaliação da SIC é de que Goiás não deve estar entre os estados mais afetados pela crise. Dados comerciais recentes indicam que o Paraguai não figura entre os principais parceiros econômicos dos goianos. Além disso, o episódio é visto, neste momento, como uma crise bancária e política interna, sem sinais de ruptura nas relações comerciais internacionais.