O presidente da Argentina, Javier Milei, enfrenta crescente pressão após a indústria nacional sofrer forte impacto. Enquanto o governo destaca a queda da inflação e a desregulamentação da economia, a realidade mostra uma retração significativa no setor produtivo.

Empresas fecham e empregos são perdidos

A fábrica de sapatos Kioshi, em Esteban Echeverría, Buenos Aires, reduziu seu quadro de funcionários de 120 para apenas 14, refletindo a situação geral da indústria. Emmanuel Fernández, diretor da empresa, aponta a falta de consumo e a 'avalanche de importação' como principais causas.

No mês passado, a União Industrial Argentina (UIA) pediu medidas para combater a abertura econômica e a perda de aproximadamente 90 mil empregos na indústria desde agosto de 2023.

Concorrência desleal e desemprego

A Clariant, uma fábrica de produtos químicos em Zárate, encerrou suas operações em 2025, levando à demissão de 42 trabalhadores. Somente dois conseguiram empregos formais, enquanto os demais sobrevivem de trabalhos informais, como dirigir para aplicativos.

Milei defende sua política de austeridade e desregulamentação, mas empresários e trabalhadores questionam os resultados.