A crise no Supremo Tribunal Federal (STF) entrou no centro da disputa presidencial e levou as campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-SP) a reavaliar suas estratégias. Enquanto parte da campanha à reeleição de Lula defende que o presidente mantenha distância de Alexandre de Moraes, a campanha de Flávio à Presidência pretende ampliar os ataques ao ministro no discurso e na propaganda.
Flávio quer explorar crise, mas teme reflexo
No entorno de Flávio, a avaliação é que, quanto mais tempo a crise permanecer no debate público, melhor para sua candidatura. A campanha pretende associar politicamente Alexandre de Moraes a Lula e manter o STF na comunicação diária e no horário eleitoral. Nos bastidores, a estratégia é resumida pela expressão 'Lula é Moraes'. A orientação, porém, é evitar ataques ao Supremo como instituição e concentrar as críticas em Moraes e em decisões específicas de ministros.
A campanha também pretende reforçar o discurso de perseguição política contra Flávio no caso 'Dark Horse' e em relação ao vínculo do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro, que transferiu dinheiro para financiar o filme. No ato de 7 de Setembro, em São Paulo, Flávio afirmou ser alvo de perseguição e afirmou que tentariam uma 'terceira facada' contra ele e seus aliados, em referência ao atentado contra Jair Bolsonaro em 2018 e ao 8 de janeiro.
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