O crescimento econômico da China desacelerou significativamente entre abril e junho, registrando uma expansão de apenas 4,3% no segundo trimestre de 2023. Este resultado ficou abaixo da meta anual estabelecida por Pequim, refletindo a combinação de uma demanda interna fraca e os efeitos da guerra no Irã sobre os preços do petróleo.
Os dados oficiais do Produto Interno Bruto (PIB) revelam que a economia chinesa cresceu a uma taxa inferior à registrada no primeiro trimestre, que foi de 5%. Essa situação ocorre após o governo ter reduzido a meta de crescimento para uma faixa entre 4,5% e 5% em março, a menor desde 1991. Analistas sugerem que essa revisão permite maior flexibilidade na gestão econômica.
Impactos da guerra no Irã e desafios internos
A divulgação dos dados representa o primeiro trimestre completo de informações sobre o PIB desde o início da guerra no Irã, em 28 de fevereiro, e marca o menor crescimento trimestral desde o final de 2022, quando a China estava saindo de restrições rigorosas impostas pela Covid-19. O Escritório Nacional de Estatísticas da China (NBS) afirmou que "há mais fatores de instabilidade e incerteza externa" que afetam a economia.
Além disso, o NBS destacou um descompasso entre a forte oferta e a fraca demanda no mercado interno. Informações adicionais revelam que a China enfrenta desafios econômicos significativos, como a prolongada crise no setor imobiliário e a baixa no consumo.
Desempenho do comércio e mercado de trabalho
Dados recentes indicam que os preços de novos imóveis continuam a contrair, com uma queda de 0,1% em junho, embora a taxa de desvalorização tenha sido um pouco mais lenta em comparação ao mês anterior. Por outro lado, as vendas no varejo aumentaram 1% em junho, uma leve recuperação em relação à queda de 0,6% em maio.
Os dados da alfândega, divulgados na terça-feira, mostraram um aumento nas exportações de tecnologia da China, impulsionadas pela crescente demanda global por semicondutores, essenciais para a operação de centros de dados de inteligência artificial (IA). A demanda por veículos elétricos (EVs) chineses também teve um papel importante no crescimento das exportações, com o país exportando mais de um milhão de carros em um único mês pela primeira vez.
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