Ao analisar corais em volta das Ilhas Galápagos, pesquisadores descobriram que esses organismos podem fornecer insights sobre os eventos El Niño ao longo dos últimos mil anos.

Corais como arquivistas climáticos

Julia Cole, cientista climática da Universidade do Michigan, e sua equipe examinaram corais fósseis e vivos, formados a uma taxa de um a dois centímetros por ano. Ao crescer, os corais registram temperaturas do oceano em sua estrutura óssea, similar às anéis de crescimento de árvores.

Os corais absorvem mais estrôncio em condições mais frias e menos em condições mais quentes, enquanto a proporção de oxigênio-18 e oxigênio-16 em seus esqueletos reflete as mudanças de temperatura. Essas informações permitem reconstruir as variações nas temperaturas do oceano ao longo dos últimos mil anos.